Dificuldade para fazer escolhas... A difícil prática da tomada de decisão

05 de Outubro, 2017

Dificuldade para fazer escolhas...

A difícil prática da tomada de decisão


As pessoas tendem a tomar decisões de algumas maneiras habituais. Podem consultar colegas, amigos ou parentes. Fazer uma lista de prós e contras. As decisões podem ser tomadas individualmente ou em grupo; de maneira fria e calculista ou com uma grande dose de emotividade.

Nós gostamos de achar que tomamos decisões racionais. Avaliamos o que tem mais chances de acontecer e o significado desse resultado para nós. Em seguida, multiplicamos os dois e escolhemos a melhor alternativa. No entanto, esse processo tem um importante problema: estudos de pessoas tomando decisões demonstram que elas não seguem esse esquema, especialmente no que se refere a ganhos e perdas. Somos muito mais apegados à possibilidade de perda do que de ganho. Preferimos deixar de ganhar para não correr o risco de perder. Temos vários exemplos disso no nosso cotidiano, naquele relacionamento desgastado que insistimos em continuar, mesmo infelizes. Aquele carro velho, que vive indo para o conserto. Quando decidimos parcelar ou pagar à vista. Continuar ou trocar de emprego. Temos a tendência de considerar os comportamentos como sendo de alto ou baixo risco. Em outras palavras, não é a realidade da perda, mas a percepção dessa perda que importa. Depois de comprometermos muito tempo, dinheiro e/ou energia a qualquer causa, fica extremamente difícil nos convencer de que não foi uma boa ideia ou de que é melhor abandonar. Desse modo acabamos agindo quando não deveríamos e não agimos quando deveríamos.

Pensando nisso, seguem algumas dicas para auxiliarem na tomada de decisão:

- Avalie seu receio ao risco, ou seja, teste os seus limites. Perceba o que pensa e como age quando as coisas dão errado para se conscientizar melhor das próprias reações.

- Concentre-se no quadro geral, mais amplo e completo, mantendo em vista as estratégias e metas de longo prazo para reduzir as chances de agir de modo exagerado e impulsivamente quando as coisas derem errado.

- Esqueça o passado, lembre-se que não adianta tentar justificar o passado. Analise a situação no presente e no futuro.

- Tente ver as suas perdas como se fossem ganhos de experiência. Uma perda pode ensinar valiosas lições.

- Reconheça que não decidir também é uma decisão. O adiamento, a procrastinação e o comportamento passivo-agressivo não são as melhores maneiras de demonstrar confiança na situação atual.

- Nunca subestime os custos de oportunidade. O custo de não fazer nada pode ser maior que o custo de uma decisão “abaixo do ideal”.

- Crie estratégias e que o ajude a seguir certas regras e que o impeça de ficar sobrecarregado ou procrastinando um grande acumulo de decisões.

- Não se esqueça de se colocar no papel de advogado do diabo: se questione. Analise o problema de todos os ângulos.

Em resumo, quanto mais opções as pessoas têm, mais elas tendem a não fazer nada e, quanto mais atraentes forem as opções disponíveis, maior é a procrastinação. A liberdade de escolha pode causar sérios problemas. Quanto mais você adia uma decisão, menos chances tem de vencer a hesitação. Então, nunca deixe para amanhã algo que pode ser resolvido hoje, evitando assim muitos problemas futuros.


Tiago Pedroso Psicólogo do NAP