Gelo ou Calor?

24 de Novembro, 2016

Constantemente recebo pacientes na clínica com esta dúvida: o que de fato é melhor para cessar um processo doloroso, o gelo ou a água quente?

Ambos os tipos de compressa são capazes de produzir resposta analgésica em nosso corpo, porém é preciso ficar atento ao tipo e tempo de lesão.

O gelo é indicado para traumas recentes, lesões agudas e processos inflamatórios, ou seja, os “ites” (tendinite, fascite, bursite, tenossinovite, epicondilite, etc).
Quando sofremos um trauma, pequenos vasos se rompem deixando o seu conteúdo extravasar para o meio extracelular. Aplicar gelo logo após uma pancada reduz o calibre do vaso (vasoconstrição) evitando inchaço e hematoma. É indicado fazer compressas geladas nas primeiras 48 horas após a lesão. Na inflamação, como resposta imunológica, ocorre o aumento do calibre do vaso para passagem de plasma até o local da lesão. A alta concentração de plasma deixa a área mais quente e as terminações nervosas mais sensíveis à dor. A vasoconstrição e a baixa temperatura do gelo evitam a concentração do plasma e diminuem a temperatura, reduzindo a inflamação e aliviando a dor.

Aplicar bolsa de água quente é indicado em caso de lesões crônicas e contração muscular, como torcicolo e cólica, por exemplo. O calor por sua vez, causa a vasodilatação, trazendo com o aumento do fluxo sanguíneo mais oxigênio e nutrientes para relaxar e reparar a musculatura, aliviando a dor. As compressas podem ser feitas com bolsas térmicas específicas ou ainda com toalhas ou embalagens plásticas. É importante, entretanto, lembrar-se de não deixá-las diretamente em contato com a pele, sempre usando um pano leve para proteger a região e evitar queimaduras, tanto pelo calor, quanto pelo gelo.

Lembre sempre de não exceder o tempo de 20 minutos e em casos de permanência da dor ou maiores dúvidas procure um profissional capacitado.


Desiree Moehlecke Quiropraxista do NAP