Pai amigo é possível?

19 de Agosto, 2016

Inicialmente é importante definir o que se entende por pai. Seria o pai a figura que nos mostra o mundo e suas regras, mas que ao mesmo tempo nos protege dele? Talvez você tenha pensado agora: “Ei, mas essa aí é minha mãe”! Sim, é possível. Em muitas famílias, sabemos disso, há pais que são pai /mãe, mães que são mãe/pai, isso sem falar em constelações familiares nas quais toda a família (pais, tios e avós) participa da educação das crianças. Então, pai vai muito além de uma figura masculina e não há, e que bom que não, um livro que reja a organização familiar e defina por contrato a função que cada membro deva desempenhar.

“Vem cá, meu amigão!” – disse o pai abraçando seu filho, um rapaz de uns 14 anos.
Que delícia de encontro, não é mesmo? Com certeza você já viu cena parecida em algum lugar e talvez, como eu, depois de algum tempo tenha se perguntado: será que esse pai não tem amigos? Ou é o filho que precisa viver uma amizade? Se eles são amigos, confidenciam tudo como amigos? Vão às festas como amigos? Juram ser “os melhores amigos para sempre” e despois de um tempo a vida dá suas voltas, cada um se muda para um canto da cidade e o único contato é um recadinho nas redes sociais no dia do aniversário em memória da velha amizade? Pai amigo desfaz a amizade? Pai é amigo?
Pai. Pai perdoa os piores erros que cometemos, porque ama de uma forma e em uma dimensão que amigo não entende o amor. Pai é firme, diz não, mas também acolhe e dá segurança quando tudo ao nosso redor está em ruinas. Pai possui a capacidade única de nos dar esperança para seguir. Pai acredita em nós quando todos, inclusive os amigos e nós mesmos já deixamos de acreditar.
Por isso, pai não é amigo. Pai é muito mais que amigo. Pai é pai.


Angelita Dal Piva NAP